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sábado, 6 de outubro de 2012

Donos de imóveis de Brasília já anunciam aluguéis para a Copa

Ficar 20 dias em casa com três quartos e churrasqueira custa até R$ 15 mil.  Conselho de corretores aconselha exigir 100% do pagamento antecipado. 

Aproveitando a Copa de 2014, muitos proprietários de imóveis no Distrito Federal já anunciam aluguel temporário de residências. Apartamentos na Asa Norte e no Sudoeste lideram a lista de ofertas, mas também há anúncios de aluguéis em Taguatinga e no Núcleo Bandeirante.
Em Brasília, o preço de uma casa de três quartos, com churrasqueira e garagem, por 20 dias, chega a R$ 15 mil. Há ainda ofertas de apartamentos de um a três dormitórios. Moradores de outros países, como Estados Unidos, antecipam a busca, de olho num bom lugar para ficar.
A dona de casa Valdete Baia é uma especialista no assunto. Pensando mais adiante, ela pretende utilizar seis imóveis da família para alugar no período dos jogos. “Meus negócios são todos feitos pela internet, eu entro em contato com pessoas do mundo todo”, revela a mulher que planeja expandir o número de imóveis até a Copa. “Eu acho que daqui para lá eu consigo mais alguns.”
Enquanto 2014 não chega, Valdete Baia tem aperfeiçoado o serviço de locação com turistas que estão passando por Brasília. Uma família de italianos está há mais de 40 dias em um dos apartamentos dela e aprovou. “O europeu gosta de ficar numa casa familiar”, comenta o turista italiano Claudio Zepilli.
Para quem pretende oferecer um imóvel para aluguel durante a Copa, o Conselho Regional de Corretores (Creci) recomenda a exigência de 100% do pagamento antecipado. Também é importante detalhar no contrato o estado do imóvel, bem como os móveis e eletrodomésticos, para conferência na entrega das chaves.


O locador também pode e deve exigir um cheque caução, orienta o Creci. Como o aluguel será para estrangeiros, é recomendável a tradução do contrato para inglês
O economista Roberto Piscitelli, do Conselho Regional de Economia, explica que o locador não precisa abrir conta bancária especial, mas deve saber que o aluguel tem que ser declarado no imposto de renda.
“Não muda nada, a rigor, do regime de tributação em relação aos rendimentos que recebe internamente daqueles que recebe do exterior”, explica Piscitelli.

Fonte: 06/10/2012http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2011/08/donos-de-imoveis-de-brasilia-ja-anunciam-alugueis-para-copa-de-2014.html

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Brasília tem disputa bilionária por terreno

Odebrecht oferece R$ 259 milhões por lote que está em disputa judicial entre Luiz Estevão e a UnBrreno

O braço imobiliário da Odebrecht, maior construtora do país, aposta em uma manobra jurídica para obter, por menos da metade do preço, um dos terrenos mais valorizados do Distrito Federal. De acordo com estimativas de mercado, o lote localizado na quadra 6 do Setor Hoteleiro Norte vale, pelo menos, R$ 650 milhões no caso de permuta. 

A construtora ofereceu R$ 259,6 milhões em imóveis para a UnB (Universidade de Brasília), proprietária original da área. Localizado a apenas 500 metros do estádio Mané Garrincha e a 3,6 quilômetros do Palácio do Planalto, o terreno tem 17.580 mil m² e é considerado uma joia valiosíssima pelo mercado imobiliário. 

Além do endereço privilegiadíssimo e da dimensão, outra vantagem é o potencial construtivo. O endereço permite que seja erguido um empreendimento semelhante ao Brasil 21, complexo de sete prédios localizado do outro lado do Eixo Monumental. 

Chance única 

A Odebrecht enxergou a oportunidade milionária a partir de uma disputa judicial que se arrasta há 19 anos e cinco meses e tem como protagonistas a UnB e o Grupo OK, do senador cassado Luiz Estevão. Em 1991, a UnB firmou um “compromisso de permuta” com o Grupo OK. Pelo acordo, o terreno da quadra 6 do SHN seria trocado por 30 mil m² de área construída no Distrito Federal: 27,8 mil m² em salas e garagens em prédios do OK espalhados pela cidade e 2,2 mil m² em salas no empreendimento que seria erguido no terreno. 

De lá para cá, nenhuma das partes cumpriu o acordo e sucessivas ações foram apresentadas à Justiça, tanto pelo OK quanto pela UnB. Na primeira delas, o Grupo OK questionou a UnB por não ter passado a escritura de propriedade. Em resposta, a UnB argumentou que parte dos imóveis já estava nas mãos de outras pessoas e que o padrão de muitos era abaixo do que havia sido prometido. 

A primeira decisão da Justiça Federal saiu em 19 de maio de 2011. A sentença determinou a efetivação da permuta entre as partes e multou o Grupo OK em R$ 41,9 milhões referentes ao período em que a UnB não pode desfrutar do patrimônio que lhe havia sido proposto. 

A sentença também determinou que a universidade seja devidamente indenizada caso o Grupo OK não entregue os imóveis. A Odebrecht entrou em cena em junho de 2011, quando propôs formalmente substituir o Grupo OK no litígio. A transação judicial permitiria que a construtora assumisse os deveres e direitos do grupo no processo – ou seja, a construtora receberia o lote e pagaria a UnB. 

A construtora oferece R$ 259,6 milhões em áreas nos prédios a serem construídos no lote e cita como vantagens a resolução imediata da batalha jurídica, o alto padrão dos imóveis e uma provável receita mensal de R$ 1,5 milhão em aluguéis.

fonte: 09/05/2012
http://www.band.com.br/noticias/brasil/noticia/?id=100000502487

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Justiça confirma acordo feito entre indígenas do Noroeste e Terracap

Firmado em outubro, acordo prevê remoção de indígenas para outra área. Decisão reconhece validade de documento firmado, diz Justiça.

A Justiça Federal publicou, nesta segunda-feira (30), decisão da desembargadora Selene Maria de Almeida que confirma o acordo para remoção de oito famílias indígenas das etnias Kariri-Xocó e Tuxá que hoje vivem no Noroeste, bairro nobre de Brasília, para a Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Cruls.
O advogado da etnia Fulni-ô Tapuya, Ariel Foina, afirma que o grupo que representa não está incluído no acordo divulgado nesta segunda. Os Fulni-ô Tapuya foram os indígenas que mais tiveram conflitos com as construtoras que estão instaladas no Noroeste.
De acordo com a assessoria do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, a homologação significa o reconhecimento do acordo e tem como resultado legal a possibilidade de exigência de cumprimento do que foi ajustado.Mas não foi definido prazo para remoção das famílias.
Em sua decisão, a desembargadora retira da proposta da defesa dos indígenas o pagamento de indenização de mais de R$ 21 milhões em caso de não cumprimento do acertado.



Líder dos Kariri-Xocó, Ivanice Tanoné, espera cumprimento de acordo feito com a Terracap em outubro e a transferência para a Arie Cruls. A família dela e outras sete vivem atualmente no Noroeste, bairro nobre de Brasília.  (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)
  Líder dos Kariri-Xocó, Ivanice Tanoné, espera cumprimento de acordo feito com a Terracap em outubro e a transferência para a Arie Cruls. A família dela e outras sete vivem atualmente no Noroeste, bairro nobre de Brasília. (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)
O acordo de remoção, assinado no dia 18 de outubro, acerta a doação de uma área de 12 hectares do governo do Distrito Federal para a União com a finalidade de criação de uma reserva indígena. Ainda segundo o combinado, o GDF se compromete a construir moradias com infraestrutura adequada para receber as famílias.
O documento que sela o acordo é assinado pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), Fundação Nacional do Índio (Funai), Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi) e indígenas.
A juíza Clara da Mota Santos, da 2ª Vara do Distrito Federal, chegou a determinar inicialmente o dia 21 de novembro como prazo para que a Terracap apresentasse um plano para a transferência das famílias indígenas, mas o planejamento não foi apresentado.
Mudança na Terracap
O advogado que representa as famílias indígenas, George Peixoto, contou que, em reunião nesta terça-feira (31), o presidente da Terracap, Antonio Carlos Lins, chegou a sugerir a mudança dos indígenas para outros lugares. “Para minha surpresa, ele queria negociar em termos diferentes do acordo firmado, com a remoção para a Vila Dnocs, em Sobradinho, ou para casinhas de um programa da Estrutural”, contou.

Lins é presidente da Terracap desde 22 de novembro de 2011, ele substituiu Marcelo Piancastelli de Siqueira, que assumiu a Secretaria de Fazenda do DF. Antes de deixar a presidência da companhia, Piancastelli assinou o acordo com os indígenas.
O G1 entrou em contato com a assessoria da Terracap para confirmar a referida reunião com a defesa dos indígenas, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Em janeiro, em outro contato para tratar do mesmo tema, a assessoria Terracap informou que não iria se pronunciar sobre a remoção até que houvesse uma resolução da questão.
Diretor da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal, Gil Pereira defende o cumprimento do acordo. “O governo é lento, houve mudança na gestão da Terracap, o presidente atual tem uma visão diferente do anterior, mas há que se cumprir o acordo.”
Obras retomadas
Depois de ser palco de conflitos com indígenas da etnia Fulni-ô Tapuya e seus apoiadores, o Noroeste voltou a ser um canteiro de obras. Gil Pereira afirmou que há duas semanas, com suporte de outra decisão da desembargadora Selene Maria de Almeida, os trabalhos em três canteiros que eram alvo de disputa estão normalizados. Segundo Pereira, a desembargadora proibiu índios e simpatizantes de impedirem as obras.
fonte: 01/02/2012 http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2012/02/justica-confirma-acordo-feito-entre-indigenas-do-noroeste-e-terracap.html